quarta-feira, 31 de agosto de 2011

É preciso Vender! Não o Cliente Comprar

Se você sair às ruas de qualquer cidade brasileira e visitar lojas de rua ou de shopping Center, irá experienciar, como de fato, falta muito treinamento para os vendedores de nossas lojas de varejo, por este Brasil.


Se você sair às ruas de qualquer cidade brasileira e visitar lojas de rua ou de shopping Center, irá experienciar, como de fato, falta muito treinamento para os vendedores de nossas lojas de varejo, por este Brasil.


Difícil generalizar, porque sempre há exceções, mas na grande maioria, o que se vê são as pessoas interessadas perguntando e os vendedores (as) respondendo. Quando o inverso acontece, não é venda, é "empurroterapia", são vendedoras afirmando para moças obesas que ficaram "maravilhosas" com calças agarradíssimas ou vendedores dizendo a homens com barrigas caídas, que aquela camiseta curta vai realçar e muito sua estrutura física de corpo "sarado".


Gosto de visitar o chamado "campo" para observar estes detalhes. Na última incursão, fui a um shopping focado na chamada "nova classe média brasileira, ex-classe C."


Experenciar: Inteligência Competitiva no Ponto-de-Venda


Em uma loja de produtos ortopédicos, portanto produtos especializados, constatei que pessoas entram, circulam na loja, perguntam os preços, as atendentes respondem e as pessoas vão embora. Ou seja, em nenhum momento foi demonstrado o interesse por parte das atendentes, de perguntar se estas pessoas procuram algo específico ou mencionar que aquele produto tem essa ou aquela característica.


Próxima parada: óculos. Várias lojas. Várias opções. Que desespero. Como um produto relativamente caro, que pode chegar a custar até 6 mil reais, pode estar entregue a uma pessoa com pouco conhecimento sobre o assunto? Em uma loja perguntei sobre uma marca com forte investimento em comerciais na TV e anúncios em revistas. A atendente disse que desconhecia a marca. Será que a empresa não enviou uma comunicação para esta loja? Será que o proprietário não informou esta atendente? E o vendedor da empresa não passou por esta loja? E o distribuidor que revende os produtos para esta loja? Ou seja, é um empurrando para o outro, e no final o consumidor fica abandonado. E na matriz, alguém perguntando porque não vende!!!
Em outra ótica, perguntei sobre óculos com armação de titânio. O atendente me disse que estava em falta por ser importado.


Mas, como disse acima, há as exceções. Em uma ótica, encontro o vendedor nota 10. Como não gosto de iludir ninguém, disse que faço este trabalho de "perambular" pelo mercado, pelo hábito de profissional e professor, e ele gentilmente me mostrou a diferença entre marcas, produtos e lentes. Realmente uma aula nota 10. E constatei que não foi só para minha pessoa. Ele costuma fazer isso regularmente para quem visita a loja onde trabalha.


Mas ficou muito claro, atendimento em óticas, deixa muito a desejar, de novo, de forma geral.
E para finalizar a jornada, as chamadas "gráficas rápidas". Normalmente você procura uma gráfica rápida, primeiro, porque provavelmente você está com pressa! Segundo porque você não tem equipamento ou programa (software na sua residência ou empresa) e por tanto, precisa da gráfica, e terceiro, espera que aquele profissional possa ter mais ou melhores idéias, que você ainda não tenha tido.


Pois é, doce ilusão! Em determinadas gráficas rápidas, rápido mesmo, é a cobrança.
Você vai com um arquivo, e perguntam logo o que você quer. Ótimo. Quero rápido mesmo. Mas se pergunto por uma sugestão de melhoria, arhhh. Um já vira a cara para o outro e lá se foi o bom humor. Mau humor pela frente. "Não sei se vai dar, vamos ver, talvez seja melhor desta forma", a mais cara sempre, e sempre volta para a minha idéia, porque se for a dele é sempre a de maior valor. Ou seja, ou eu peço da primeira vez bem, ou eu me "danei" no pedido e não tenho direito a "refazer" o pedido.


Pessoas farão tudo por um emprego?
Por isso, ao simplesmente colocar uma placa na frente da loja precisa-se "vendedor(a), cada empreendedor(a), "precisa" pensar melhor que tipo de "vendedor(a)" deseja. Pois, estamos denominando pessoas com cargos e funções que talvez elas não saibam direito o quer dizer e talvez elas não estejam treinadas, motivadas, dispostas ou com vontade de fazê-las.


Quando escutamos, alguém nos pedindo para indicar ou pedindo emprego para alguém, pense bem: "ele (ela) precisa de emprego e faz qualquer coisa".


É óbvio que a pessoa precisa de emprego e de dinheiro. Mas é muito diferente de trabalho, e trabalho de vendedor(a), pois este é um trabalho, diferente de outros, que exige esforço, treinamento, disciplina, atenção, gostar de trabalhar com pessoas e por isso, falar, se comunicar com outras pessoas, é imprescindível, porque pessoas, sabemos são diferentes e por vezes difíceis!!!


Por Alfredo Passos
Fonte: Administradores

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Até quando vale a pena se endividar?

Bom, primeiramente, vamos definir o que é uma dívida, ou melhor, vamos relembrar o que ela representa
Ao assumir um carnê, prestação, empréstimo, pedir dinheiro emprestado, crédito consignado, entrar no cheque especial, rotativo do cartão de crédito, entre outros, tenha em mente que você está fazendo uma dívida! Isto é, além das suas despesas normais do mês como água, luz, telefone, supermercado, aluguel, você está com mais uma parte do seu salário comprometida. A grande pergunta é: será que o seu salário vai dar conta de tudo isso?


Hoje o crediário veio ajudar os brasileiros a adquirir seus "sonhos". Desde uma bolsa até uma casa própria, existe a famosa palavra "parcela" nas vitrines e nos folhetos distribuídos nas ruas, geralmente acompanhados da famosa frase "essa parcela cabe no seu bolso"! As regras que devemos sempre ter em mente antes de fazer uma dívida, antes de assumir um compromisso é:

1) "Será que eu estarei vivo para poder pagar todas essas parcelas"?
2) "Será que eu estarei empregado para poder pagar todas essas parcelas"?
3) "Será que pode acontecer algum imprevisto na minha vida como uma doença, uma reforma de emergência, um conserto no meu carro, enfim, algum gasto extra inesperado que possa comprometer meus compromissos com as parcelas"?


Vamos dividir o risco do endividamento em tipos de produtos:


1) Roupas, tênis de marca, sapatos, aparelhos celulares, acessórios como bolsas, etc. Geralmente são produtos que chegam ter até 10, 12 parcelas em média, fixas. A melhor dica aqui é nunca olhar o preço da parcela, e sim o preço total do produto. A parcela engana muito, principalmente com o impulso de querer levar aquele artigo que está na vitrine na hora. Muitas pessoas compram esses produtos mais para mostrar pros outros do que agradar a si mesmas. Será que você já pesquisou o suficiente? E que tal dar uma volta e arejar a cabeça antes de realizar a compra? Esse produto faz tanta falta assim na sua vida?
Por enquanto aqui vale apenas a regra número 2.


2) Geladeiras, fogões, televisão de LCD, computador novo, eletrodomésticos em geral. Aqui as parcelas começam a ficar um pouco mais pesadas. Muitas lojas passam a propaganda desses produtos dizendo "até em 24 vezes sem juros" e um monte de letreiros no rodapé da televisão, dizendo as verdadeiras regras da "promoção". Não sei como isso não foi proibido até hoje. Aqui vale e muito a pesquisa, negociar, saber quais as características do produto, se não vale a pena economizar uns 3, 4 meses e dar uma boa entrada e pagar menos parcelas ou parcelas menores. Lembre-se sempre de um ditado: "Não existe almoço de graça", e "nunca existe produto sem juros". Com certeza eles estão embutidos dentro das parcelas fixas. Procure sempre levar uma calculadora e não tenha a vergonha de usá-la na frente do vendedor. Vergonha é ser enrolado por eles.

Aqui diria que valem as regras 2 e 3. Lembre-se que em caso de não pagamento das parcelas seu nome pode ficar sujo na praça e muitas empresas usam esse critério na hora da contratação de novos funcionários. Cuidado!


3) Cursos de capacitação (inglês, informática, estética, entre outros) e ingressar em uma academia, tratamento dentário. Diria que isso não é contrair uma dívida, mas sim fazer um investimento. Seja na cultura, seja na saúde, você está investindo no seu futuro, em ter saúde. Essas são as melhores dívidas que podemos contrair.


4) Comprar um carro. Aqui começa a ficar muito perigoso, ainda mais se você estiver com dívidas nos casos 1 e 2. Antes de comprar um carro você deve olhar muitos fatores, como seguro do veículo, depreciação, valor total das parcelas, manutenção, impostos, combustível e não tem conversa: quando maior o número de parcelas, mais juros você vai pagar e mais caro a compra vai sair pelo fator depreciação do veículo, ainda mais de for zero quilômetro. Procure começar com um carro usado, pagando poucas parcelas, e que tal fazer um consórcio programado para a compra do próximo? Carro é para sua locomoção e não para desfilar pelo bairro.
Aqui eu diria que valem as regras 2 e 3 e até um pouco da 1, se você pretende comprar o carro em 80 meses, como algumas montadoras estão oferecendo. Lembre-se que em caso de não pagamento das parcelas seu nome pode ficar sujo na praça, as empresas usam esse critério na hora da contratação de novos funcionários e seu bem pode ser confiscado!


5) Comprar uma casa própria. Aqui eu diria que nunca um sonho esteve tão perto de um pesadelo. O sonho de todos de ter o seu espaço vem desde os tempos remotos. Dizem que a necessidade básica do ser humano é "ter o que comer" e "ter onde dormir". E as regras do carro também servem para a casa própria. Depreciação, reforma, mobília, armários, quanto maior o tempo das parcelas, maiores são os juros (aqui não tem como ter parcelas fixas), taxas, impostos, condomínio. Será que você vai querer morar no mesmo imóvel nos próximos 30 anos?

Aqui a regra 1 faz mais sentido ainda. Não temos controle da situação, do nosso futuro. Podem acontecer coisas boas e ruins. Depende do nosso preparo financeiro, da nossa saúde, do nosso conhecimento para prosperar, para crescer, saber a hora de parar de gastar, de ter nossas finanças em ordem e uma reserva financeira para os momentos difíceis.


Quanto maior o comprometimento com uma dívida, maior deverá ser o nosso planejamento! Pense nisso!



www.administradores.com.br

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Otimismo em excesso gera acomodação na carreira, alerta especialista

Esperar demais para o futuro pode confundir o profissional, que se esquece de evoluir e se aprimorar para então galgar cargos maiores
Desejar um futuro melhor em termos de carreira e qualidade de vida não é nenhum pecado. Mas quando esse desejo passa a ser mais importante do que as próprias atitudes tomadas pelo profissional para se chegar até o objetivo, é hora de parar e analisar a situação: você pode estar sendo vítima do otimismo em excesso.


Um dos sintomas desse mal é o bloqueio da percepção da realidade, que pode gerar problemas mais complicados na carreira. Segundo o consultor Eduardo Ferraz, especialista em Neurociência Comportamental, esse tipo de situação pode acontecer quando o profissional se julga mais competente do que realmente é e deixa de se preocupar com o desenvolvimento das próprias habilidades e conhecimentos.

Qualificação
Segundo a última análise do Índice de Expectativas das Famílias (IEF), estudo realizado mensalmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 78% dos chefes de famílias brasileiros se sentem seguros com os atuais cargos. Destes, 35,8% estimam um crescimento profissional nos próximos seis meses. Por outro lado, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que a carência de profissionais qualificados atinge 69% das empresas, sendo que 78% delas procuram investir na melhoria desse quadro capacitando os colaboradores no próprio local de trabalho.


Logo, a segurança na carreira que muitos profissionais brasileiros têm pode ser um ilusão bem efêmera. "O fato é que muitos profissionais deixam de se aprimorar em suas carreiras por terem uma autoavaliação distorcida", afirma Ferraz, ressaltando que a tese do psicólogo e vencedor do prêmio Nobel Daniel Kahneman foi justamente calcada no fato de que o otimismo em excesso é uma regra no mercado de trabalho, não exceção. Segundo Kahneman, todos têm uma tendência inconsciente a se acharem mais qualificados do que realmente são.


"O ser humano é condicionado, instintivamente, a buscar o caminho mais fácil e toma decisões baseadas no prazer imediato. Por isso tantas pessoas se endividam, cuidam pouco da saúde e deixam a carreira seguir por inércia", pontua o consultor.


Atitudes valem mais do que pensamentos
Ferraz defende que todos os profissionais devem procurar fazer uma autocrítica mais justa e agir para promover as mudanças necessárias. "Esperar que o melhor aconteça em sua carreira, sem o devido esforço, é mera ilusão. Ninguém é promovido ou recebe uma proposta de trabalho maravilhosa apenas por sorte. Pensamentos positivos são importantes, mas ter atitudes realistas é essencial", garante.


Para evitar situações de otimismo exacerbado e, por conseguinte, surpresas na carreira (como angústia, baixa auto-estima, insatisfação e até demissão), nunca é demais, lembra Ferraz, investir no autoconhecimento e na análise das reais competências profissionais. "Aprimorar continuamente seus pontos fortes deveria ser a maior prioridade na vida de quem quer evoluir profissionalmente. Se você estuda, faz cursos de qualificação, aprimora seus talentos e é reconhecido por isso, seu otimismo na verdade é puro bom senso", conclui.



Fonte: www.administradores.com.br

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Falta de planejamento trabalhista pode custar caro ao empregador

Para evitar esses problemas, é sempre importante que o empregador busque informações e conte com o auxílio de um especialista
Antes de contratar um profissional, é importante que o empregador fique atento a todas as nuances legais que envolvem a ação. Mas muitos ainda se complicam justamente por falhas nessa hora. Resultado: prejuízos.


Para evitar esses problemas, é sempre importante que o empregador busque informações e conte com o auxílio de um especialista. Segundo o advogado Carlos Alexandre Rocha Santos, "para a elaboração do planejamento trabalhista são necessários conhecimentos pontuais nas áreas de atuação de cada empresa, devido à quantidade de normas editadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego – MTE".


"O trabalho desenvolvido por um advogado deve ser educativo e preventivo. Muitos empregadores ainda acreditam, erroneamente, que o custo da prevenção não supera os acordos feitos judicialmente", afirma o advogado.


As microempresas, por falta de recursos e conhecimento, geralmente são as que menos se preocupam com a questão. "As pequenas organizações que delegam poderes à chefia intermediária são as que mais sofrem ações trabalhistas, pois o empregador deixa de ter o contato direto com os funcionários e exige produtividade dos 'chefes'. Por sua vez, estes cobram dos demais funcionários alegando a cobrança superior, mas passam as informações de forma autoritária, gerando intimidação e insatisfação da equipe", diz Carlos Alexandre.


Por isso, explica o advogado, é importante que o empregador tenha um bom relacionamento com o seu funcionário, criando, assim, um canal de comunicação sem interferência das chefias intermediárias.


Outras situações que podem ser evitadas com planejamento (e informação) são aquelas que envolvem funcionários que trabalham sem equipamentos apropriados, passam por crises de stress e são humilhados. "Adquirindo uma maior consciência, cria-se a possibilidade de diminuir as ações trabalhistas existentes e os índices de possíveis prejuízos financeiros, além de aumentar, consequentemente, o êxito em cada ação", afirma o Carlos Alexandre.


Fonte: www.administradores.com.br

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Oportunidade: mercado de trabalho para auditores está em ascensão

Gerente de empresa de auditoria comenta sobre áreas interessantes para atuação do setor
O mercado de trabalho para auditores encontra-se em ascensão, sobretudo nas áreas de negociação de compra e venda de empresas e mercado de capital, conforme avalia o gerente executivo da PP&C Auditores Independentes, Tomaz da Silva.


Silva observa que está havendo um aumento no volume de empresas pequenas que estão sendo adquiridas por organizações maiores, processo que envolve a área de auditoria. Esta área é responsável por avaliar os riscos da aquisição e proporcionar maior tranquilidade e segurança tanto aos compradores quanto aos vendedores.


Compra e venda de empresas
As empresas de auditoria atuam no sentido de garantir que não haja surpresas negativas após uma organização comprar uma outra menor. A atividade do auditor é se certificar que a empresa adquirida esteja livre de ônus financeiro, ou ainda de contingências de qualquer natureza, seja trabalhista, ambiental, tributária, civil ou mesmo criminal.


Ao mesmo tempo, seu trabalho confere ao comprador a tranquilidade de estar adquirindo uma organização a um preço justo. Ainda, o comprador se beneficia pelo fato de estar ciente de todos os riscos envolvidos ao optar por dar continuidade ao processo de compra.
A atuação do auditor também é interessante para os vendedores, pois com a maior transparência no processo de venda ele se resguarda de futuros questionamentos em relação ao preço estipulado e às operações vendidas.


Mercado de capitais
Outra área de atuação dos auditores, em franca expansão, é a de mercado de capitais. Como o Brasil encontra-se em claro processo de maturação deste segmento, cada vez mais oportunidades são oferecidas aos auditores.


Se por um lado na Europa e nos Estados Unidos os cidadãos se interessam e se envolvem com o mercado de capital desde cedo, investindo em ações com a finalidade de garantir sua aposentadoria, no Brasil a realidade é outra.


Para o brasileiro poupar sempre foi uma tarefa complicada, e quando podia se dar ao luxo de guardar algum dinheiro, recorria apenas a poupança, mas, segundo Silva, isso está mudando.
Nesse sentido, Silva lembra que quando o dinheiro do cidadão comum e de investidores circula livremente na economia, passando rapidamente e constantemente de uma empresa para outra a atuação da auditoria é de intermediário deste processo. Sua atuação de intermediário vai ser útil para garantir que não haja conflito de interesses entre as partes envolvidas.

Requisitos do auditor
Silva observa que os interessados pela carreira na área de auditoria devem ter disponibilidade para viagens, saber se relacionar com pessoas de diferentes idades, personalidades e culturas, não gostar de rotina e se interessar por aprendizado rápido e constante.


A carreira de auditoria pode proporcionar rápido crescimento e ascensão profissional, sobretudo para profissionais interessados no trabalho e que não se limitam a executar o que foi pedido.

É essencial que o profissional desta área tenha qualificação desde a base. Nesse sentido, os programas de trainee são interessantes para o desenvolvimento da carreira, contribuindo com a formação de líderes para o futuro, finaliza Silva.



Fonte: Infomoney

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Empreendedorismo social quer conquistar os jovens

Trabalhar no terceiro setor já é uma realidade para 1,7 milhão de brasileiros, segundo o IBGE, e hoje há possibilidade real de se fazer carreira na área. Monica Bose, coordenadora de projetos no Centro de Empreendedorismo Social e Administração do Terceiro Setor da FIA/USP, afirma que existem poucas organizações de grande porte nesse ramo. Portanto, para crescer profissionalmente o mais comum é ir migrando de uma instituição para a outra. "Normalmente as pessoas começam em organizações menores, adquirem experiência no terceiro setor e aí assumem cargos gerenciais em instituições maiores, que são sustentáveis financeiramente e podem remunerar melhor", diz.


Foi esse o caminho traçado pela administradora Mariana Paál Fernandes, de 28 anos. Formada pela FEA/USP, Mariana trabalhou com organização de eventos por quatro anos antes de migrar para o terceiro setor. "Eu não via sentido em trabalhar tanto para realizar um evento que acaba em poucas horas e não tem uma continuidade, um impacto relevante na vida das pessoas", diz. Para ela, faltava algo.


Com a meta de dar uma reviravolta em sua carreira, Mariana começou a se informar sobre o terceiro setor. Sua ideia inicial era fazer uma pós-graduação na área, mas foi orientada a trabalhar antes de fazer um curso mais aprofundado. Como achou que começaria como voluntária, já que não tinha experiência na área, juntou dinheiro para se manter por dois anos sem emprego e pediu demissão. Mas não foi preciso esperar tanto por um trabalho remunerado. Dois meses depois já estava empregada como assistente de projetos na ABDL, uma organização sem fins lucrativos que se propõe a articular lideranças para um mundo mais sustentável. Lá, chegou a ser coordenadora de comunicação. Ao mudar de instituição, avançou ainda mais. Hoje é analista pleno na Artemisia, instituição global que fomenta negócios sociais em quatro continentes.


Para trabalhar por uma causa que fizesse sentido para ela, Mariana teve que dar um passo atrás. Quando decidiu sair da área privada, era executiva de contas e tinha sob sua responsabilidade a organização de eventos. No terceiro setor, passou a ser assistente e viu seu salário diminuir cerca de 60%. Hoje, está estabelecida profissionalmente, mas acredita que ganha 70% da remuneração que seus pares recebem em empresas tradicionais. "Hoje posso afirmar que meu trabalho me realiza", diz.


Monica Bose diz que não há dados confiáveis que mostrem a diferença salarial entre os profissionais da iniciativa privada e do terceiro setor, mas ela existe. "Há seis anos, a remuneração era muito baixa e mal dava para manter uma boa qualidade de vida. Hoje, ainda ganha-se menos, mas dá para viver bem", afirma Monica, que é também professora do MBA Gestão e Empreendedorismo Social da FIA/USP.


Mostrar aos jovens profissionais que há uma alternativa à carreira nas empresas tradicionais é o objetivo da primeira Conferência de Negócios Sociais para Universitários da América Latina, que acontece nesta semana em São Paulo. Durante o evento, investidores e empreendedores de diversos países querem mostrar que, entre ganhar dinheiro e encontrar um trabalho que faça a diferença para diminuir as desigualdades sociais, é possível ficar com os dois.


Trabalhar no terceiro setor, no entanto, tem suas particularidades. Como as organizações sem fins lucrativos têm recursos humanos escassos, é preciso atuar em mais de uma frente. A administradora Andressa Trivelli, 26 anos, vivenciou isso. Quando era estagiária no então BankBoston, atuava apenas no estabelecimento de metas para a venda de produtos para pessoas jurídicas. Ao entrar na Tekoha, organização que cria canais de comercialização para produtos feitos a mão por pequenas comunidades, precisou lidar com administração financeira, logística, gestão estratégica e até coordenação de oficinas. "Hoje tenho certeza de que o empreendedorismo social era o que eu queria para mim", diz.



Fonte: Valor online

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quer fazer um MBA no exterior? Saiba o que avaliar e os cuidados necessários

Estudantes brasileiros são muito procurados pelas escolas por sua experiência em uma das economias mais dinâmicas


Cursar um MBA (Master Business Administration) internacional está nos planos de muitos profissionais. Mas para dar um passo tão importante na carreira a pessoa tem de estar segura das suas escolhas.


Uma das principais dificuldades encontradas pelos profissionais é em relação à escolha do MBA. Para Loesecke, o candidato deve considerar a experiência acadêmica que deseja ter durante o seu curso. Ele deve considerar a duração do programa, orientação acadêmica e método de ensino. Além disso, ele aconselha ainda ficar atento em relação às opções de financiamento da universidade, além da localização da escola.


“Como há muitos fatores a considerar, é importante pesquisar os programas de MBA com cuidado. Há uma série de maneiras de fazer isso, incluindo conversas com ex-alunos, reuniões com representantes da escola de negócios em feiras, conferências e sessões de informação, visitas ao campus e pesquisas on-line”, explica.


Vantagem e cuidados de estudar no exterior
Segundo o especialista, estudar fora do país é vantajoso para os profissionais. Loesecke explica que uma pessoa com MBA internacional é altamente desejável para as empresas, especialmente as multinacionais. “Ter um MBA a partir de um programa reconhecido internacionalmente oferece um dos melhores pontos de entrada para as empresas”, diz.


Além disso, enquanto um aluno cursa um MBA internacional, ele terá também a oportunidade de ter conhecimentos em inglês fluente e de conviver com pessoas de outros países.


Sobre os cuidados de cursar um MBA internacional, além da universidade, o candidato deve considerar que tipo de carreira quer após a sua MBA. Loesecke alerta que se o candidato quer trabalhar no exterior, é importante pesquisar escolas que oferecem oportunidades para estrangeiros.


Em relação à família, se ela vier junto com o profissional, vale destacar que algumas escolas têm sistemas de apoio excepcional para famílias estrangeiras e proporcionam oportunidades de trabalho aos cônjuges.


Custos e como impressionar
Mas não basta somente escolher a universidade, a escola também decide se aceita ou não o aluno. Para impressionar na admissão, é importante estar atento a alguns cuidados. O primeiro é se vestir de maneira profissional para a entrevista. O segundo é pesquisar completamente os programas de interesse e buscar assuntos relevantes para tratar com os representantes, ou seja, perguntar sobre temas realmente importantes e que não foram facilmente encontrados nas páginas das universidades na internet. Após o encontro, o profissional deve encaminhar um e-mail para os representantes das universidades para agradecer e reforçar o interesse em seu programa.


De acordo com o CEO, os estudantes brasileiros são muito procurados pelas escolas de negócios por sua experiência em uma das economias mais dinâmicas e diversificadas da América Latina. Além disso, estudantes brasileiros também têm um bom desempenho social com todas as culturas.


Sobre os custos, o especialista afirma que, nos EUA, os valores podem variar entre US$ 30 mil e US$ 100 mil. O valor depende da escola e da duração. Já na Europa, as mensalidades podem variar entre 35 mil euros e 50 mil euros, enquanto no Canadá o valor é de CAD$ 20 mil a CAD$ 60 mil.


Fonte: Infomoney
 
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